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Ex-Corinthians e Santos, Piá é preso pela 5ª vez por fraude em apostas
O ex-jogador Reginaldo Rivelino Jandoso, conhecido no futebol como Piá, foi preso pela quinta vez na noite desta segunda-feira (2), em Sumaré, no interior de São Paulo. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão relacionado a um processo por fraude envolvendo apostas esportivas, caso que tramita desde 2018.
Revelado como uma das promessas da Associação Atlética Ponte Preta, Piá construiu carreira em clubes de expressão nacional, como Internacional, Santos e Corinthians, acumulando passagens marcantes no futebol brasileiro. Aos 52 anos, o ex-atleta volta ao noticiário policial após uma série de episódios judiciais ao longo da última década.
A abordagem ocorreu por volta das 21h, na Rua Romilda Tomazin Borro, dentro do Condomínio Real Park. De acordo com informações do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), durante patrulhamento de rotina, os agentes identificaram atitude considerada suspeita por parte do motorista de um VW Polo, posteriormente reconhecido como Piá.
Segundo o relato policial, ao perceber a presença da viatura, o ex-jogador teria alterado o trajeto do veículo de forma repentina. Os agentes acionaram sinais sonoros e luminosos para determinar a parada, mas ele tentou deixar o local e acabou rompendo a cancela de acesso ao condomínio. Após a interceptação, não foram encontrados objetos ilícitos no veículo nem com o ex-atleta.
Ainda conforme os policiais, Piá teria admitido que tentou fugir por saber que havia contra ele um mandado judicial em aberto. Ele foi conduzido ao plantão policial de Sumaré, onde permaneceu à disposição da Justiça. Desde o encerramento da carreira profissional, no fim de 2023, ele vinha atuando como empresário no ramo esportivo.
A defesa do ex-jogador informou, por meio de nota, que a ordem de prisão está ligada a um processo iniciado em 2018. Naquele ano, Piá foi denunciado pelo Ministério Público sob acusação de envolvimento em esquema de manipulação de resultado esportivo. Em agosto de 2022, ele foi condenado pela 3ª Vara Criminal de Limeira a 2 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado.
Na manifestação pública, os advogados ressaltaram que, desde a instauração da ação penal, não houve novo cometimento de crime. A defesa também destacou que Reginaldo Rivelino Jandoso está inserido no convívio social, atua na gestão de atletas de futebol, desenvolve trabalho social com crianças carentes na região e é pai de uma menina de seis anos. O comunicado menciona ainda que ele possui comorbidades que exigem tratamento médico constante.
O ex-jogador já havia sido preso outras quatro vezes anteriormente, em ocorrências relacionadas a furtos de caixas eletrônicos. Ele cumpriu duas penas: uma de 1 ano e 4 meses em regime aberto, em agosto de 2016, e outra de 2 anos de reclusão, sendo 1 ano e 7 meses em regime fechado, com o restante em regime semiaberto.
Relembre o caso
O processo que resultou na condenação remonta a 2018, período em que Piá integrava o departamento de futebol do Independente Futebol Clube. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público, ele teria oferecido valores entre R$ 3 mil e R$ 7 mil a um goleiro da equipe para facilitar gols em uma partida contra o Comercial Futebol Clube, válida pela quarta divisão do Campeonato Paulista.
O confronto terminou empatado em 0 a 0. Apesar de o resultado não indicar irregularidades no placar, a investigação apontou tentativa de manipulação. Piá sempre negou envolvimento no esquema, mas foi condenado pelo juiz Rafael da Cruz Gouveia Linardi, da 3ª Vara Criminal de Limeira. A decisão enquadrou o ex-atleta no crime previsto no Estatuto do Torcedor por prometer vantagem indevida com o objetivo de interferir no resultado de competição esportiva.
Em julho de 2025, a sentença chegou a ser anulada em primeira instância pelo juiz Rudi Hiroshi Shinen, também da 3ª Vara Criminal de Limeira, após pedido de indulto apresentado pela defesa com base em decreto presidencial de 2022. O magistrado entendeu, à época, que o ex-jogador preenchia os requisitos legais previstos na norma.
No entanto, o Ministério Público recorreu da decisão. Em janeiro de 2026, houve mudança de entendimento judicial, com a revogação da anulação anteriormente concedida. Com isso, o mandado de prisão foi restabelecido, culminando na detenção registrada nesta semana em Sumaré.
O caso reacende o debate sobre manipulação de resultados e integridade no futebol brasileiro, tema que ganhou destaque nos últimos anos com investigações envolvendo atletas e dirigentes. Enquanto aguarda os próximos desdobramentos judiciais, Piá permanece à disposição da Justiça.
Foto Reprodução – Rede Record
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