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Eduardo Dussek fala sobre sexualidade, amor e aprendizados com o Parkinson
Aos 72 anos, Eduardo Dussek abriu o coração sobre amor, sexualidade, liberdade e os aprendizados que acumulou ao longo de 12 anos convivendo com o Parkinson. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, exibido pelos canais da Globo, o cantor e compositor revelou que vive um relacionamento há 15 anos e afirmou que a relação não segue o modelo monogâmico.
Com o bom humor que marca sua trajetória, Dussek explicou que o casal não mora junto e contou que ambos mantêm a liberdade para se relacionar com outras pessoas. Segundo o artista, a escolha não é resultado de imposição, mas de uma forma de viver o relacionamento que considera mais rica.
“Estou. Tem 15 anos. Mas ninguém ocupa ninguém, o mercado está aberto, não é monogâmico. Não porque obriguei ou me obrigaram, é que é mais rico assim”, afirmou. Ele ainda brincou sobre a decisão de não dividir a mesma casa: “Começa a ver a toalha que está no chão…”.
Durante a conversa, Eduardo Dussek também relembrou a juventude vivida no Rio de Janeiro, especialmente o período em que morou na República da Álvaro Ramos, em Botafogo, ao lado de nomes ligados ao grupo teatral Asdrúbal Trouxe o Trombone.
Ao falar sobre o consumo de drogas naquela época, o cantor reconheceu que experimentou algumas substâncias, mas afirmou que não chegou a perder o controle. Dussek contou que preferiu direcionar sua energia para o trabalho, que, segundo ele, proporciona uma espécie de fuga da realidade de maneira mais saudável.
A sexualidade também foi abordada na entrevista. Conhecido pela irreverência e pela quebra de padrões desde os anos 1970, o artista criticou a curiosidade excessiva sobre a intimidade alheia e relembrou sua relação com a estética andrógina, citando referências como David Bowie, Ney Matogrosso, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Dussek contou ainda que já usava batom preto e saia muito antes de esse tipo de visual masculino ganhar maior espaço no debate sobre moda e comportamento. Para ele, a irreverência sempre foi uma ferramenta para questionar tabus.
Ao falar sobre o Parkinson, diagnosticado há 12 anos, o artista apresentou uma visão filosófica sobre a doença e os efeitos que ela teve em sua maneira de enxergar a vida. Para Dussek, a condição o ensinou a tirar o próprio ego do centro e a compreender sua existência como parte de algo maior.
“O Parkinson me diz o seguinte: ‘Não pense que só existe você no mundo’”, declarou. O cantor também relacionou essa percepção à espiritualidade e afirmou acreditar em uma conexão com o universo, descrevendo Deus não como uma figura individualizada, mas como algo presente em tudo.
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